Visita a Campo Maior e Elvas

Visita de Estudo Questões Ambientais a  Campo Maior e Elvas
Integrado no Plano de Atividades da Unisseixal e no âmbito da disciplina de Educação Ambiental (Prof. Mariana Mareco), realizou-se no dia 11 de março de 2022, uma visita de estudo a Campo Maior e a Elvas.

Durante o percurso de autocarro a Professora Mariana Mareco foi-nos falando das características da paisagem alentejana e, entre outras coisas, fez-nos uma explicação completa da Capela dos Ossos de Campo Maior, que não iriamos visitar porque já quase todos conheciam a Capela dos Ossos de Évora e esta seria idêntica.

Esta Capela é um edifício anexo à Igreja de Nossa Senhora da Expectação, datada do ano de 1766, é a segunda maior do país, só superada pela Igreja de São Francisco, em Évora. A sua construção fica a dever-se à tragédia que se abateu sobre Campo Maior em meados de 1732, quando um raio caiu na torre do castelo que servia de paiol, causando cerca de 800 vítimas. Anos mais tarde procedeu-se à recolha das ossadas daqueles que morreram na explosão e, em sua memória, foi construída a presente Capela. Numa das paredes, escrita com ossos pode-se ler uma frase que nos convida à reflexão "Nós ossos que aqui estamos, pelos vossos esperamos".

O Centro de Ciência do Café (CCC), localizado em Campo Maior e considerado como um espaço único em toda a Europa. Iniciativa da Delta Cafés e da família Nabeiro, tem como objetivo proporcionar aos visitantes uma viagem interativa ao mundo do café, através de todas as temáticas com ele relacionadas com uma área de mais de 3400 m2, o Centro de Ciência do Café dá a conhecer todo o processo de produção, desde o cultivo à torra, bem como tudo o que o envolve até chegar à preparação.
Presidido pelo Comendador Rui Nabeiro, foi desenhado pelo arquiteto João Simão, incluindo espaços públicos livres, como loja, biblioteca, um auditório com 125 lugares sentados, um espaço para exposições temporárias e uma estufa.
Após o almoço fomos visitar o Forte Nossa Senhora da Graça (Forte Conde de Lippe), situado no monte com o mesmo nome, um dos mais altos da região e de grande importância estratégica-defensiva, a cerca de 1km de distância a norte da cidade de Elvas.

Esta obra-prima da arquitetura militar Europeia foi mandada construir pelo rei D. José I, iniciando-se os trabalhos de construção em 1763, sendo inaugurado em 1792, já no reinado de D. Maria I.
Erguido numa zona que vinha sofrendo muito com os ataques inimigos, nomeadamente das forças Espanholas, o Forte da Graça resistiu ao ataque das tropas invasoras durante a Guerra das Laranjas (1801), e ao bombardeamento infligido pelas tropas francesas do general Soult, no contexto da Guerra Peninsular (1811). O Forte da Graça é constituído por três linhas de defesa, incluindo no seu interior diversas dependências, como casernas, capela, a casa do governador, uma grande cisterna, canhoeiras, etc. Parte integrante da Praça-forte de Elvas, cidade que desde cedo se tornou um importante bastião estratégico, o Forte da Graça foi construído no local onde antes se encontrava a antiga Ermida de Santa Maria da Graça, e está classificado desde 1910 como Património Nacional e desde 30 de junho de 2012 como: Património Mundial da Humanidade pela UNESCO.

Antes de fazermos a viagem de regresso ao Seixal, tivemos ainda a oportunidade de uma visita à maior cidade fortaleza do mundo. Elvas, às portas de Espanha, importante fronteira portuguesa, é hoje uma das cidades mais emblemáticas do Alentejo. Quem o atesta é a UNESCO que em 2012 considerou a “cidade fronteiriça e suas fortificações” como Património Mundial.

Obrigado Professora Mariana Mareco, por mais esta visita de estudo que valeu a pena; pelo que vimos, pelo que aprendemos, pelo convívio e boa disposição, sempre num espírito de grande amizade.
                 Bárbara e Alberto Maia

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