História do passado do Seixal
O nome “Seixal” deriva de seixos encontrados em enorme quantidade, que foram utilizados como lastros nas embarcações, sendo a população maioritariamente de Pescadores. Começando nos primórdios da época dos descobrimentos (SÉCULO XV) e devido ao localização geográfica por importante recursos florestais, instalaram-se vários moinhos de maré (13), assim como produções fabris que foram impulsionadoras da evolução do concelho. “O rio fica lá, a água é que correu” “quando a maré estiver baixa, saiba que ela sempre volta para ficar alta”. O Rio Judeu, (assim designado em honra do antigo dono da Quinta da Amora David Negro - O Judeu )
Antigo almoxarife-mor do Rei D. Fernando e que atravessa o concelho do Seixal, nasce em Fernão Ferro desagua na Baía do Seixal/Rio Tejo junto á Ponta dos Corvos. Muito mais se diria sobre a Companhia de Lanifícios da Arrentela, indústria de grandes dimensões e prestigiado fabrico de suas mantas, cobertores, xailes assim como uma quantidade de artigos para o lar e militares.
Arrentela
Com a sua procissão em Honra da Senhora da Soledade, no dia 1 de Novembro que a todos comove, evoca a imagem da Senhora, aquando o tsunami do terramoto de 1755 atingiu aquelas margens e que baixou o braço sobre o rio Judeu e evitou que a água subisse, acabando por salvar toda a população. Ainda hoje se mantém a tradição de levar a Virgem ao Rio nessa procissão. Esta procissão mantém a tradição e todos os anos é realizada com a presença de inúmeros fiéis que vêm de todas as povoações vizinhas. Há sempre uma banda de música que acompanha todo o trajeto, desde que sai da igreja até retomar a mesma.
Amora
Povoação antiga que remonta á Idade Média, com origem na Capela de N. S. De Monte Sião. Construída no século XII, foi Cidade em 1993, sendo uma povoação com exploração de vinhas e madeira, viu a sua industrialização surgir com a Companhia dos Vidros em 1988. Ainda hoje podemos admirar o belo bairro operário da correnteza dos Alemães, assim com as “Lobatas” dos operários da fábrica, casas térreas simples, (de quatro assoalhadas) construídas para os operários e suas famílias. (Hoje grafitadas com muita perícia e perfeição, servindo de base a Bares e restaurantes). “Um soprador de vidro é um artesão que derrete vidro incandescente e o molda, usando um tubo de sopro oco, assim produzindo peças utilitárias e de arte”.
Quinta da Fidalga
Emblemática e de nome original Vale de Grou, (que dá nome a uma atual urbanização nas traseiras) ainda Quinta da Salema e Quinta Vasco da Gama, construída no século XV , ficou com o nome atual no século XIX, por ali ter sido enclausurada uma das filhas de Paulo da Gama, Fidalga de nome Maria Bernardina Lobo de Saldanha e Sousa, por amores contrariados pela família. Conhecida pelo raro lago da maré, jardins, Capela com conchas e seus azulejos do séc. XVIII, foi intervencionada em 1952 pelo arquiteto Raul Lino. Em 2014 foi inaugurada em terrenos da Quinta da Fidalga, a Oficina de Artes Manuel Cargaleiro, que promove artes contemporâneas. Ecomuseu Municipal do Seixal criado em 1982 no antigo local do Estaleiro do Seixal fundado em 1920 e com funcionamento até 1970 pela família Fonseca, aberto ao público em 1984 “ este ecomuseu tem por missão investigar, conservar, documentar e difundir testemunhos do homem e do seu meio, reportados ao território e á população do concelho, com o objetivo de contribuir para a construção e transmissão das memórias sociais e para um desenvolvimento local sustentável.
“A Pátria dos Carpinteiros”
A proximidade ao rio tornou o Seixal um núcleo histórico de mestres carpinteiros, com construção e reparação de embarcações, funcionando como um grande estaleiro naval na época dos descobrimentos, e ainda para barcos típicos de pesca e transporte no rio Tejo. A história deste estaleiro, na Arrentela, foi fundado em 1920 pela família Fonseca e manteve-se em funcionamento até ao fim da década de 1970. Atualmente existe neste local o Ecomuseu Municipal do Seixal e junto a ele estão os destroços da fragata Cravidão que foi uma embarcação tradicional que navegou no estuário do Tejo até meados do século XX. Existem vestígios e ruínas desta embarcação na zona de maré junto ao Núcleo Naval do Ecomuseu, no Seixal, onde serviu de estudo e reconstrução virtual.
Ponta dos Corvos
É uma península de reserva ecológica com uma praia fluvial, conhecida localmente como Praia dos Tesos ou Ponta do Mato. Destaca-se pelo seu areal, vistas para a Baía do Seixal, Lisboa e pontes, além de ser um local popular para observação de aves e pôr do sol.
“A praia fluvial da Ponta dos Corvos, estende-se por cerca de dois quilómetros, sendo permitida a prática balnear, permite-nos apreciar as cores espetaculares refletidas na água“. Temos o privilégio de fazer caminhadas, explorar os trilhos do Salão e visitar ruínas dos edifícios, onde podemos fotografar grafites de arte contemporânea, estando previsto a implantação de um centro de Desportos Náuticos, restauração e quiosque/cafetaria com remodelação do existente.
Artes do Grafite
Visível em toda a zona histórica da envolvente do Seixal, “As paredes nuas das estruturas em ruínas, que para os Grafiteiros mais parece o resultado de um terramoto. Ficaram as paredes que mais parecem telas, para que os Grafiteiros pudessem expressar, e demonstrar a sua arte…”. Grafite “sem abrigo”, obra de arte urbana que aborda a condição das pessoas sem abrigo, denunciando a falta de moradia, pobreza e a exclusão social usando o espaço publico. Também se pode considerar uma “expressão pura” e a obra nascer da sua experiência de vida. A margem direita da Baia do Seixal, freguesia de Corroios tem o Moinho do Castelo (1403) Mandado construir pelo Santo Condestável Nuno Álvares Pereira para aproveitamento da energia das marés, assim como uma extensão do Sapal, com a mais variada fauna, sendo a restante área a península da Ponta dos Corvos (Junta de Freguesia da Amora) com o moinhos de maré e a devoluta Seca do Bacalhau, edifício da Companhia Atlântica, bem perto o Moinho do Capitão assim como as ruínas da Fábrica Sociedade Lisbonense na Ponta dos Corvos. Vamos admirar e preservar a natureza. A Águia-pesqueira é frequente encontra-se nos sapais, com a sua característica de conseguir detetar peixes a uma altitude de 80 metros, sendo a base da sua dieta. “Este slide homenageia, gratidão e reconhecimento aos pescadores de bacalhau“
“Pescadores de Bacalhau, bravos do Atlântico Norte, vossas mãos calejadas, trouxeram tesouro branco de um mar gelado, honrando Portugal com a vossa saga”. “Em cada lasca de bacalhau, reside a memória dos vossos longos meses no mar”. “Que as ondas do oceano abracem vossos corações, e que a gratidão de um povo célebre a vossa vida.
O Sobreiro
O Sobreiro dá a primeira cortiça (chamada desboia, ou virgem), por altura dos 25 anos de vida . A segunda secundeira é melhor, sendo a de alta qualidade a amadia, extraída a partir do terceiro descortiçamento, por volta dos 40-43 anos da árvore, cujo ciclo de vida aproximadamente 150 a 200 anos, podendo ser descortiçado 15 a 17 vezes. O dia Nacional do Sobreiro e da Cortiça é celebrado anualmente a 1 de Junho em Portugal, homenageando assim a árvore nacional. Os dos primeiros povos a usar a cortiça foram do Antigo Egito e da Grécia onde existem vestígios que remontam a 3000 ac. Para acessórios de pesca e como vedante, seguidos pelos romanos, que a usavam em ânforas e construção, generalizando-se para calçado, habitações e rolhas. Importância ecológica: Habitat para vida selvagem, melhora a qualidade do solo, capta CO2, e ajuda na retenção da água, sendo mais sustentável que relvados. Economicamente a extração da cortiça é uma atividade sustentável e lucrativa. Na Mundet o cozimento da cortiça era fundamental para a sua transformação industrial. Depois de passar por várias preparações desde o enfardamento, seleção por dimensão e cozinhamento em grandes caixas de ferro, (quatro fardos por tanque) onde operários especializados procediam a essa operação, finda a qual, e com mestria era empilhada por qualidade e calibre, para ser comercializada para a Europa.
Ainda hoje se pode visitar as antigas instalações pertencentes à Câmara Municipal do Seixal.
Esta história foi baseada no trabalho feito pelo colega Batista, na disciplina de PowerPoint para visualizarmos na aula que muito admirámos e agradecemos.
AF



























